terça-feira, 23 de maio de 2017

Os Argonautas apresentam leitura da peça "Em Família", de Vianinha



Na sexta edição do projeto Clube da Cena, Marcelo Flores dirige uma leitura encenada do texto "Em Família", de Oduvaldo Vianna Filho, no Teatro Vila Velha, dia 29 de Maio, segunda-feira, às 19:30.

A Cia. de Teatro Os Argonautas desenvolve sua pesquisa e exercício através do projeto Clube da Cena. Trata-se de um laboratório teatral onde os participantes desempenhando personagens nos textos estudados, com referencial teórico através de livros, ensaios, aulas e conferências. Ao final de cada ciclo, é realizado um encontro aberto ao público com apresentação de leituras dramatizadas e/ou cenas criadas. Na sexta edição serão estudadas autores e obras fundamentais da dramaturgia brasileira.

Em 2016, Vianinha completaria oitenta anos. Não fosse sua morte precoce aos 38 anos, Oduvaldo Vianna Filho certamente seria hoje uma unanimidade, consagrado para o grande público que o conhece mais como o criador da série A Grande Família, um dos maiores sucessos da TV brasileira em todos os tempos. Sua obra compõe um belo painel humanista, carregado de tintas poéticas e políticas, com buscas de renovação estética formal, refinamento e humor. Misto de denúncia social e dissecação do mundo íntimo dos indivíduos nos embates da relações amorosas, familiares e profissionais em meio à sociedade de consumo de um sistema econômico opressor e desumano.

"Em Família" foi escrita em 1971 e apresenta o casal de idosos (Dona Lu e Seu Sousa) que são despejados da casa onde moravam por não terem condições financeiras para mantê-la. Dessa forma, Vianinha expõe o problema do sistema previdenciário, e ao mesmo tempo denuncia as dificuldades de se viver em uma sociedade onde o trabalho é imprescindível, marginalizando os idosos. Após um encontro com atriz Eva Todor e uma conversa sobre o problema da velhice, Vianinha escreve uma primeira versão do texto em cinco dias, a fim de cumprir o prazo da Comissão de Teatro para que o patrocínio fosse concedido. Foi Sérgio Britto quem havia pedido a Vianinha para que ele realizasse uma adaptação para TV do roteiro do filme

"Make way for tomorrow", sucesso dos anos 30. Do roteiro, foram retirados apenas os elementos para construir uma história original sobre os pais idosos cujos filhos não tem como prover a moradia e a sobrevivência. O texto teve montagens antológicas dirigidas por Sérgio Britto (com Eva Todor e André Villon ), Antunes Filho (com Paulo Autran e Carmen Silva) e a mais recente por Aderbal Freire Filho rebatizada de "Vianinha conta o último embate do homem comum.

A idéia de levar o texto à cena partiu de Harildo Deda, que encabeça o elenco ao lado de Neyde Moura, como o casal de idosos que ficam repentinamente sem moradia, cujos filhos são vividos por Carlos Betão, Alethea Novaes , Celso Jr e Andréa Elia. Fernando Neves, Márcia Andrade, Socorro de Maria, Valéria Fonseca e George Vladimir interpretam os amigos, vizinhos e outros membros desta família brasileira típica, em sua luta cotidiana na conjuntura sócio-polítco-econômica do Brasil nos anos 70.

Serviço:
 Leitura encenada da peça "Em Família", de Vianinha
29 de maio, segunda-feira às 19h30
Pague Quanto Quiser
Teatro Vila Velha

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Arte em Língua Portuguesa: Projeto de teatro lusófono apresenta espetáculo "A Besta" em Salvador

Foto Luma Flôres

Promovendo o intercâmbio entre Brasil, Portugal e Cabo Verde, projeto K Cena realiza espetáculo de diretor britânico radicado em Portugal com jovens atores baianos.

Entre os dias 25 de maio e 4 de junho (quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h), no Teatro Vila Velha, o público soteropolitano vai poder conhecer o resultado da quarta edição do projeto K Cena no Brasil, com o espetáculo "A Besta". A montagem é resultado da residência artística de Graeme Pulleyn, diretor britânico radicado em Portugal, com integrantes da universidade LIVRE do teatro vila velha, programa de formação de atores do Vila, e tem como objetivo fortalecer o intercâmbio entre artistas que compartilham o português como idioma.

A língua portuguesa é falada por 255 milhões de pessoas, espalhadas por nove países que a possuem como idioma oficial, além de diversas outras regiões do globo. Entre as iniciativas que promovem o intercâmbio entre países da lusofonia - como é chamado o universo composto de quem fala português - destaca-se o K Cena, iniciativa do Teatro Viriato (Viseu) que promove criações artísticas entre Portugal, Brasil e Cabo Verde, tendo como parceiros o Teatro Vila Velha, em Salvador, e o Instituto Camões/Centro Cultural Português – Pólo do Mindelo, de Mindelo, Cabo Verde.

O K Cena foi criado para investir na formação de jovens atores lusófonos e tem promovido a criação artística de diversos espetáculos, sempre a partir do trânsito de diretores lusófonos pelos três países. Apenas no Teatro Vila Velha foram criados "Quarto do Nunca" (dirigido pelo caboverdiano João Branco em 2013), "DQ2014" (dirigido por Graeme Pulleyn em 2014) e "DO-EU" (dirigido por João Branco em 2015). Nesse mesmo período, os diretores Marcio Meirelles e Chica Carelli, artistas do Teatro Vila Velha, também montaram espetáculos em Cabo Verde e Portugal.

Esta nova edição do K Cena teve início em agosto de 2016, quando Graeme Pulleyn trabalhou durante uma semana com os atores da universidade LIVRE. "Foi o pontapé de saída para esta nova montagem do projeto", conta Pulleyn, que lembra que, em 2017, já foram montadas as peças "Somos Todos Ubu", dirigida pela BRASILEIRA Chica Carelli em Cabo Verde, e "Ubulândia" dirigida pelos caboverdianos Paulo Miranda e João Branco, em Portugal.

Para o espetáculo montado no Vila, Pulleyn também usou como referência as emblemáticasobras "Ubu Rei", de Alfred Jarry, e "O Rinoceronte", de Eugène Ionesco, que nortearam as demais peças criadas no âmbito do K Cena, e escolheu acrescentar fragmentos do texto "O Teatro e a Peste", de Antonin Artaud. "Todos são textos escritos ou estreados em França entre finais do século XIX e meados do século XX. Cada texto, à sua maneira, marca um momento revolucionário na estética teatral mundial. Jarry rebenta com todas as convenções, Artaud lidera o movimento surrealista e Ionesco acaba por ser um dos principais porta-vozes do Teatro do Absurdo", explica o diretor, que tem trabalhado com o elenco desde o último mês de abril.

A montagem dialoga com o turbulento tempo de hoje, tomado por novas crises políticas e sociais a cada novo dia, em todo o mundo, e faz o público lembrar o caráter cíclico da história. Segundo Graeme Pulleyn, os três textos teatrais foram uma espécie de coquetel de anarquia, ironia, surrealismo e provocação. "Cabe a nós enfrentar as bestas deste mundo e viver as crises das pestes dos nossos tempos como aquilo que são: uma oportunidade para reinventar, rejeitando a podridão e acreditando que algo melhor pode nascer no seu lugar", propõe o diretor.

“Esses textos são muito próprios para este momento que estamos vivendo no mundo, mas especialmente no Brasil”, diz Marcio Meirelles, coordenador da universidade LIVRE. “Eu estava decidido a montar Ubu no segundo semestre, mas, como Chica e Graeme sugeriram que fosse  texto trabalhado neste ano pelo K Cena, abri mão, achei pertinente”, comenta.

A cenografia da montagem é concebida por Erick Saboya, que desde 2016, a partir da peça "Romeu & Julieta", dirigida por Marcio Meirelles, é um dos colaboradores da universidade LIVRE do teatro vila velha. "Um não lugar contraposto com um ex lugar é o mote espacial para o cenário de A Besta. O espaço cênico vai remeter a um banquete abandonado em um salão nobre que ruiu com o Velho Mundo. Raspas e restos sobre um monólito enferrujado serão palco da tentativa de manter os padrões que nos trouxeram até aqui, porém que a peste consumiu e são agora a única esperança de uma nova realidade", conta Saboya.

O Teatro Vila Velha é gerido pela Sol Movimento da Cena e, para sua manutenção, conta com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

Serviço:
"A Besta" | Projeto K Cena 2017
25 de maio a 4 de junho de quinta a sábado (20h) e domingos (19h)

Teatro Vila Velha
Ingressos:
R$ 20 e 10 (às quintas-feiras)
R$30 e 15 (sexta a domingo)
Vendas pelo site www.teatrovilavelha.com.br ou na bilheteria do teatro

terça-feira, 16 de maio de 2017

Bando de Teatro Olodum realiza projeto Terças Pretas em maio

A quarta edição do projeto celebra a cultura negra com música, teatro e dança no Teatro Vila Velha

Nos dias 16, 17, 23 e 30 de maio acontece a quarta edição das “Terças Pretas”, projeto realizado pelo Bando de Teatro Olodum em parceria com o Teatro Vila Velha que reúne trabalhos de coletivos e artistas negros ou que reflitam sobre a identidade negra.  Esta edição do projeto conta com show da cantora Cris Pereira (Brasília), que apresenta o álbum inédito “Folião da Raça”, no dia 16/05 (19h) e 17/05 (20h); o solo de dança “Entre Linhas”, da coreógrafa Jaqueline Elesbão, no dia 23/05 (19h); e o espetáculo “Se Deus Fosse Preto”, monólogo do ator Sérgio Laurentino com direção de Jean Pedro, no dia 30/05 (19h).

Realizado de forma independente, o projeto surgiu como uma das ações de celebração dos 25 anos do Bando de Teatro Olodum, em 2015, e a partir da necessidade de um espaço para produções alternativas, locais e nacionais, que unisse diversas linguagens artísticas. “É também importante para o Bando não apenas estar em cena, mas trazer outros artistas e coletivos  e  ter os atores do grupo cada vez mais produzindo, escrevendo e dirigindo”, conta a atriz Valdinéia Soriano.

Nos dias 16 e 17/05 (terça, 19h, e, excepcionalmente, na quarta-feira, 20h), a cantora brasiliense Cris Pereira apresenta a turnê do seu álbum de estreia, “Folião de Raça”. Acompanhada dos músicos Lucas de Campos (violão e direção musical), José Cabrera (piano), Rodrigo Salgado (baixo) e Leander Motta (bateria e percussão geral), Cris mostra ao público um repertório que enlaça clássicos do samba e do samba-canção a elementos do jazz e da música afro-brasileira. Além das músicas do disco, a artista interpreta temas de Baden Powell, Paulo César Pinheiro, Candeia e Dorival Caymmi, entre outros. As apresentações contam a participação especial da cantora e compositora Juliana Ribeiro.

No dia 23/05 (terça, 19h), o solo “Entre Linhas”, interpretado por Jaqueline Elesbão, discute como temática central a violência contra a mulher. Ao longo do espetáculo, a coreógrafa expõe a violência de ordem psicológica, emocional e sexual,  denuncia o processo cultural de silenciamento do discurso feminino e inverte os papéis de vítima e algoz. O intenso e simbiótico trabalho de corpo alia-se a diversos elementos cênicos para compor uma partitura dramatúrgica com uma maior riqueza de detalhes e referências históricas (a máscara de flandres, usada pela lendária escrava Anastácia nas sessões de tortura pelo seu senhor; o sutiã, utensílio simbólico da liberdade feminina na década de 60; e o salto alto, símbolo de poder e independência da mulher na contemporaneidade, são alguns exemplos).

Marcando os 40 anos do ator Sergio Laurentino, o espetáculo “Se Deus Fosse Preto” em única apresentação no dia 30/05 (terça, 19h), percorre inúmeras reflexões sobre a vida, a fé, a humanidade. Com texto e atuação de Sergio Laurentino, que encena seu primeiro monólogo, a peça marca também a estreia do ator Jean Pedro como diretor.  O espetáculo tem como personagem central Lhutam Omí Imbó do Dendê -LHOID, homem negro preso injustamente pelo assassinato de sua filha e de sua esposa. Durante o tempo no cárcere, ele escreve textos que, após a sua morte, se revelarão como base para a criação de um novo paradigma mundial. Em pouco tempo, as ideias de LHOID ganham repercussão absurda e tornam-se a nova religião universal. Com elementos de ficção científica, o texto faz um percurso até os anos 3.000, revelando surpresas de um mundo que viu a queda das religiões vigentes e o surgimento de um novo messias.

PROGRAMAÇÃO - Terças Pretas - maio 2017

Cris Pereira - Turnê do álbum “Folião de Raça”
16 de maio | terça | 19h
17 de maio | quarta | 20h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Entre Linhas - Solo de Jaqueline Elesbão
23 de maio | terça | 19h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Se Deus Fosse Preto - Monólogo de Sergio Laurentino
30 de maio | terça | 19h
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)

Local: Teatro Vila Velha - Av. Sete de Setembro, s/n, Passeio Público, Campo Grande, Salvador-BA - contato: 30834600 / www.teatrovilavelha.com.br

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Teatro Vila Velha realiza Brechó aberto ao público

Em segunda edição o Brechó do Vila reúne livros, roupas, acessórios e discos
No dia 20 de maio, sábado, acontece a segunda edição do Brechó do Vila no Cabaré dos Novos, evento aberto ao público das 16h às 20h. O bazar reúne uma série de produtos - entre livros, roupas, acessórios e discos - além de ceia baiana, bolos, empanadas e cuscuz. O evento conta com show ao vivo com participação de integrantes da universidade LIVRE e convidados e microfone aberto.

O valor arrecadado no Brechó será destinado à manutenção do equipamento técnico do Teatro Vila Velha. Em novembro de 2016, a primeira edição arrecadou cerca de 2 mil reais destinados a melhorias no equipamento de som e pequenos reparos no Teatro. “A primeira edição foi excelente, recebemos muitas doações de artistas e amigos do Vila que se mobilizaram para essa ação que resgata a ideia do mutirão e também da festa, representando essa força coletiva e ao mesmo tempo de confraternização”, comenta a atriz e diretora Chica Carelli, organizadora do Brechó.

Quem quiser pode entregar as doações na portaria do Vila Velha até o dia 18/05, das 8 às 18h ou entrar em contato com o Teatro através do e-mail comunicacao@teatrovilavelha.com.br ou do telefone 3083-4619.

Brechó do Vila
20 de maio, sábado, das 16h às 20h
Cabaré dos Novos - Teatro Vila Velha
Aberto ao público

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Diretor britânico radicado em Portugal Graeme Pulleyn inicia ensaios com a universidade LIVRE

Graeme Pulleyn no núcleo de comunicação do Vila

O diretor inglês radicado em Portugal Graeme Pulleyn já está no Teatro Vila Velha trabalhando com atores e atrizes da universidade LIVRE do teatro vila velha. Pulleyn iniciou os ensaios e trabalhos de pesquisa tendo como pontos de partida as obras "O Rinoceronte", de Eugène Ionesco, e "Ubu Rei", de Alfred Jarry, além de textos do poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud.

O espetáculo integra o projeto de intercâmbio lusófono K Cena e será apresentado entre os dias 25 de maio e 4 de junho, de quinta a domingo. Essa será a segunda obra montada no Teatro Vila Velha por Pulleyn, que criou, em 2014, a peça "DQ 2014", com a Companhia Novos Novos, também pelo K Cena, e também esteve no palco do Vila como ator, no ano passado, com o espetáculo "Sangue na Guelra", da companhia portuguesa Amarelo Silvestre.

Outra questão que orienta esta nova criação de Pulleyn pelo K Cena é a "peste", tema abordado direta ou indiretamente pelas três obras escolhidas. "A peste é um tema que hoje está muito presente, de forma metafórica. Vivemos um momento de consequências da peste, quase. Esse desmoronar das estruturas, das leis, das convenções, de certa forma da moralidade. Isso tudo está a desaparecer e a deixar em seu lugar uma crise, que pode ser positiva ou pode ser negativa", comenta Pulleyn, que chama a atenção para as características dos novos líderes da política internacional. "Quando a peste vem o que ela mata, acima de tudo, é a ordem. E depois surge uma nova ordem... Cabe a nós descobrir e definir qual essa nova ordem", comenta.

Chica Carelli ao lado do elenco de "Somos Todos Ubu", peça dirigida por ela em Cabo Verde pelo K Cena

A residência artística de Pulleyn com a universidade LIVRE do teatro vila velha faz parte do K CENA - Projeto Lusófono de Teatro Jovem - que promove intercâmbio entre Brasil, Portugal e Cabo Verde, e acontece no Vila pelo quarto ano. A montagem é uma das três produzidas em 2017 no âmbito do K Cena a partir das mesmas obras – a diretora Chica Carelli, artista do Vila, montou “Somos Todos Ubu” (foto) em Cabo Verde, em março, e os diretores Paulo Miranda e João Branco estrearam em abril a peça “Ubulândia” em Portugal. O K Cena é realizado pelo Teatro Viriato (Portugal) em parceria com o Teatro Vila Velha e com o Instituto Camões/Centro Cultural Português – Pólo do Mindelo (Cabo Verde).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mostra Casa Aberta completa 10 anos no palco do Teatro Vila Velha

Além de oportunizar a apresentação de mais de 30 trabalhos coreográficos de grupos, academias, companhias, coletivos e artistas independentes, a mostra promove este ano 10 oficinas de diversos estilos
 
 Apresentação da Mostra Casa Aberta no VIVADANÇA 2016. Carolina Pereira / Labfoto

Integrando a programação do VIVADANÇA Festival Internacional há 10 anos, a Mostra Casa Aberta celebra a diversidade da dança na Bahia, em diferentes formatos - solos, duos e grupos - com o objetivo de promover uma grande confraternização de variados estilos, despertar o sentimento de classe, a consciência de mercado e estabelecer um espaço democrático; agregando grupos, academias, companhias, coletivos e artistas independentes da Dança. Para essa edição, 37 obras foram selecionadas, com cerca de 400 intérpretes, do ballet à dança contemporânea, da performance ao hip hop, dança de salão, entre muitas outras. As apresentações acontecem nos dias 04 e 05/05, 20h, no Teatro Vila Velha.

"A mostra comemora 10 anos. Nasceu no Vila e, ao longo de sua história, passeou por outros espaços. Nesta edição, ela retorna ao Vila com quase 400 artistas em cena. É a maior mostra do festival, reúne a diversidade e celebra a dança de forma única", comenta a diretora geral do VIVADANÇA, Cristina Castro.

Inscrições abertas para as Oficinas Mostra Casa Aberta

Neste ano, a Mostra Casa Aberta e o festival trazem à tona a importância do ensino, da qualificação e do aprimoramento profissional do dançarino, promovendo dois dias inteiros de oficinas variadas: Balé Clássico, Dança de Salão, Dança Moderna, Breaking/Dança de Rua, Stilleto, Dança Tribal, Hip Hop Dance, Danças e Ritmos Tradicionais Brasileiros e Jazz. Teatro Castro Alves. Dias 06 e 07/05, das 9h às 17h30. R$ 30,00 cada oficina.

Descontos progressivos de acordo com o número de oficinas, além da opção por pacotes diários.  Os artistas participantes da Mostra Casa Aberta têm desconto.  Inscrições e a programação completo você vê no site www.festivalvivadanca.com.br    

O VIVADANÇA Festival Internacional tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. É uma realização da Baobá Produções.

Programação completa abaixo

BALLET CLÁSSICO - JOFFRE SANTOS (BA)
A oficina tem o objetivo de pensar os movimentos da técnica clássica do ballet através das articulações, respeitando as possibilidades físicas de cada bailarino. Serão três momentos: aquecimento, barra e centro prático.

DANÇA DE SALÃO - YVES LORRHAN (BA)
Utilizando as técnicas da dança de salão, a oficina busca proporcionar ao aluno uma viagem rítmica e cultural pelos mais tradicionais ritmos do estilo. Os participantes terão contato com a suavidade do bolero, o gingado do samba de gafieira, entre outros ritmos.

DANÇA MODERNA - GUILHERME FRAGA (BA)
A oficina tem o objetivo de introduzir alguns princípios da dança moderna por meio de sequências de movimento e frases coreográficas. O conteúdo abordado privilegia fundamentos como isolamento, transferência de peso, queda e recuperação. Trata-se de uma vivência direcionada a pessoas que têm interesse em conhecer algumas das bases técnicas que compõem a dança moderna.

BREAKING/DANÇA DE RUA - VIOLA LUBA (BA)
A oficina traz uma introdução aos princípios técnicos, rítmicos e criativos do breaking. Com a preparação corporal adequada e cédulas coreográficas que abordam três elementos fundamentais – o Top Rock, o Foot Work e o Freeze/Stance, os integrantes poderão investigar a movimentação dando um toque individual à sua dança.

STILETTO CLASS - ELIVAN NASCIMENTO (BA)
A oficina trabalha a prática do Stilleto, estilo de dança cujos passos são realizados com o uso do salto alto, com ênfase na feminilidade, sensualidade e elegância destacando toda a beleza do gênero feminino.

DANÇA TRIBAL - JOLINE ANDRADE (BA)
A oficina traz conhecimentos e práticas da Dança Tribal. O estilo é popularmente chamado de dança étnica de "fusão", é uma linguagem que, tendo como referência a dança do ventre, mescla conceitos e movimentos de danças étnicas como o flamenco, a dança indiana e danças da cultura Hip Hop, ou seja, danças de diferentes culturas e regiões do mundo.

HIP-HOP DANCE - DAVID BARROS (BA)
A oficina hip-hop dance trabalha diversas técnicas e conceitos desse universo, percorrendo pelas variações musicais e transformações no modo de dançar que ocorreram ao longo do tempo. Será uma oportunidade de vivenciar como foi o hip-hop no seu início até os dias atuais. Para assimilação das técnicas, serão propostas experimentações de pequenas células coreográficas, utilização dos movimentos com deslocamentos espaciais e de improvisação.

DANÇAS E RITMOS TRADICIONAIS BRASILEIROS: MARACATU E CÔCO  - SOIANE GOMES (BA)

Visando o estímulo ao pertencimento da identidade cultural brasileira, a atividade abordará a vivência prática de cantigas, músicas e danças da nossa cultura, com abordagem histórica e filosófica. O foco da oficina será os movimentos básicos dos ritmos maracatu e côco, no intuito de ampliar o repertório de movimentos dos participantes.

JAZZ DANCE - LUCIENE MUNEKATA (BA)
A oficina apresenta propostas de sequências coreografadas, visando proporcionar ao dançarino o contato com a movimentação que caracteriza a técnica do Jazz, ampliando seu potencial técnico e artístico. O Jazz Dance é uma das mais importantes formas de expressão artística se caracteriza por movimentos marcantes com variações de dinâmicas pontuadas pelo ritmo e exploração do espaço, associada a elementos do ballet clássico e da dança moderna.

DANÇA MODERNA - RAMON MOURA (BA)
Com influência de algumas técnicas de dança moderna e com base nas suas ações, a oficina se desenvolve num processo de condicionamento e consciência corporal e na prática para a performance em cena. É uma busca de possibilidades de movimento, onde cada corpo é único e é parte de um todo, onde outros corpos estão inseridos, com suas diferenças e similitudes, criando um diálogo entre eles.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Universidade LIVRE realiza oficina com coreógrafo mexicano Francisco Córdova

Integrantes da LIVRE em oficina de Francisco Córdova no Passeio Público. Foto: Edu Coutinho

Diretor da companhia Physical Momentum Project, o coreógrafo mexicano Francisco Córdova está em Salvador pela 11ª edição do VIVADANÇA Festival Internacional. Entre as atividades realizadas, o artista ministra para a universidade LIVRE do teatro vila velha uma oficina baseada na construção de ações físicas. "Eu venho do mundo da dança e trabalhar com o mundo do teatro é sempre um descobrimento novo, gera ferramentas mais humanas. Nessa oficina trabalho um corpo emotivo, afetivo; me interessa gerar lÓgicas do corpo, lógicas de ações", comentou Francisco Córdova.
 Induzindo os participantes a mover-se a partir de uma linguagem comum, em vez de códigos específicos de dança, o objetivo da oficina é orientar os alunos a encontrar a verdade em seu corpo e entrar em contato com sua própria maneira de mover-se. Nessa quarta-feira, a aula aconteceu em um dos mirantes do Passeio Público.


quarta-feira, 26 de abril de 2017

11ª edição do VIVADANÇA Festival Internacional reúne representantes do Brasil e de diversos países

A programação inclui dançarinos, coreógrafos, performers, gestores e curadores da Alemanha, Bélgica, Coréia do Sul, Costa Rica, Itália, Israel e Rússia

“De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica” abre o festival no Teatro Vila Velha

 Idealizado pela coreógrafa e diretora Cristina Castro, o VIVADANÇA Festival Internacional celebra 11 anos.  Maior do gênero no Norte-Nordeste e considerado um dos mais importantes do país, o projeto reúne um conjunto de ações que estimula e fortalece a cadeia produtiva e criativa da arte do movimento, promovendo um espaço de fruição, formação, diversidade, mercado, intercâmbio, diálogo e produção artística. De 27/04 a 07/05, uma série de espetáculos, mostras, oficinas, residência artística, além de Rodada de Negócios, exposição e Batalha de Break com b.boys e b.girls  de todo o Brasil. Em média, são mais de 500 artistas, 5.000 espectadores e cerca de 50 atividades por edição.

No início de um novo ciclo, de uma nova década, o festival propõe a reflexão da perspectiva crítica dos discursos, ideias e informações que consumimos e a maneira como todo esse conteúdo vai construindo e conduzindo nosso pensamento, nossa cultura, nosso povo, num contexto em que o país enfrenta instabilidades no campo econômico,  perda de direitos sociais e trabalhistas,  enfraquecimento e prejuízos de representatividade democrática e manobras políticas partidárias que tornam a corrupção endêmica entre a diversas instâncias de poder.

Estreia – 27/04
Nesse sentido, a montagem brasiliense “De Carne e Concreto – Uma Instalação Coreográfica”, da Anti Status Quo Companhia de Dança (DF), traz uma reflexão muito pertinente sobre a condição urbana humana atual, sob a perspectiva do corpo e da lógica do sistema econômico, na fronteira entre a dança contemporânea, a performance art, a intervenção urbana, as artes visuais e experimentos sociais . Dia 27/04, 20h, no Teatro Vila Velha.

10 anos de Mostra Casa Aberta e 10 anos de Batalha de Break VIVADANÇA

O festival destaca ainda a comemoração de 10 anos de dois projetos especiais em sua programação: a Mostra Casa Aberta, que celebra a diversidade da dança na Bahia, em diferentes formatos - solos, duos, grupos - com o objetivo de promover uma grande confraternização dos diversos estilos de dança, despertar o sentimento de classe, a consciência de mercado e estabelecer um espaço democrático, agregando grupos, academias, companhias, coletivos artísticos e artistas independentes da dança. Dias 04 e 05/05, 20h, no Teatro Vila Velha.
Este ano, a Mostra Casa Aberta e o festival trazem à tona a importância do ensino, da qualificação e do aprimoramento profissional do dançarino, promovendo dois dias inteiros de oficinas variadas, no Teatro Castro Alves. Dias 06 e 07/05, das 9h às 17h30.

 Mostra Casa Aberta celebra 10 anos e acontece no palco do Vila

Também completando uma década de história, a Batalha de Break VIVADANÇA reúne em sua comissão de jurados a B. Girl Nitro (SP), Lalá Dance (PE) e B. Boy Perna Work (DF), além de DJs de responsa no cenário nacional, como DJ Mamed (MG) e DJ Jarrão (BA). No total, 32 duplas de b.boys e b.girls de diversas regiões do Brasil disputam na competição, promovendo também um grande encontro entre a Periferia e o Centro.
Há ainda um intercâmbio com o festival MOVA-SE (AM), no qual os campeões da Bahia e da Amazônia integram a programação da Batalha de ambos, pelo segundo ano. Dia 07/05, 14h, no Teatro Vila Velha.

4ª edição da Mostra Baiana de Dança Contemporânea

A Mostra Baiana de Dança Contemporânea faz quatro anos e contempla em 2017 seis criações de artistas baianos: “Em breve espaço curto de tempo” (Cenna Oito), “Casa Azul” (Confraria 27), “Ondinar” (Dejalmir Melo), “Demolições - La Petite Mort” (Thiago Cohen), “Da própria pele, não há quem fuja” (ExperimentandoNUS Cia. de Dança) e “Há Violência no Silêncio?” (Nirlyn Seijas). De 27/04 a 01/05, 20h, no Teatro do ICBA, Teatro Vila Velha e no casarão Espaço Charriot.

Rodada de Negócios VIVADANÇA
 Os espetáculos são vistos por curadores, diretores e programadores de festivais e plataformas nacionais e internacionais, que também participam da Rodada de Negócios VIVADANÇA, na qual os artistas da Dança terão a oportunidade de fazer contatos e apresentar seus projetos. Nessa edição participam Marcelo Zamora (SP) - Presidente de La Red de Promotores Culturales de Latinoamérica y el Caribe e Coordenador geral do FIDESP – Fórum Internacional de Dança do estado de São Paulo; Leonardo França (BA) - Curador do IC Encontro de Artes; Iris Macedo (PE) - Diretora da Mostra Brasileira de Dança; Fatima Suarez (BA) - Coordenadora da Jornada de Dança da Bahia; João Fernandes (AM) - Diretor do MOVA-SE Festival de Dança; Verusya Correia (BA) - Diretora do Festival de Dança de Itacaré; Luis Alonso (BA) - Diretor do FILTE – Festival Latino Americano de Teatro da Bahia; Felipe Assis (BA) - Curadora do Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia. Dia 29/04, 14h às 18h, no Pátio do ICBA.

Espetáculo e residência artística com Francisco Córdova – México

O dançarino e coreógrafo mexicano Francisco Códova, da companhia Physical Momentum Project, apresenta o espetáculo solo “Ohtli”, onde faz uma relação entre a virtude, horizonte e o sentido dos passos, do ser em busca do eterno horizonte. 
Dia 29/04, 19h, no Teatro do ICBA.

Mestre em Estudos de Teatro e Direção de Cena no Institut Del Teatre e Licenciado em Dança Contemporânea pela Escuela Nacional de Danza (ENDCC), no México, Francisco Azuela também orienta uma residência artística no festival, na qual os participantes vivenciam a criação de estados físicos, mentais e emocionais de fisicalidade, com a proposta de encontrar a verdade em seu próprio corpo. 10 vagas são abertas ao público. De 01 a 05/05, 9h às 12h, no Teatro castro Alves.
A apresentação e o workshop de Francisco Córdova é uma parceria do VIVADANÇA com o Nii-colaboratório.

Solos Sttutgart – 7 anos de parceria

Sediado na Alemanha, o Internationales Solo Tanz-Theater Festival - ou apenas Solos Stuttgart – é presença marcante no VIVADANÇA há sete anos. Coordenado pelo diretor artístico fluminense Marcelo Santos, o projeto premia anualmente bailarinos e coreógrafos contemporâneos de todos os continentes. Na programação 2017, “(E)utopia: a journey between Martin, Thomas and John” - Maxine Van Lishout (Belgica); “TZID” - Beatrice Panero e Pasquale Lombardi (Italia); “Entrelacs” - Veronika Akopova (França/Russsia); “Balance” - Louis Thoriot (Bélgica); “Underneath” - Ravid Abrabanel (Israel). Dia 30/04, 19h, no Teatro Vila Velha.  

Balé Teatro Castro Alves e o coreógrafo sul-coreano Jae Duk Kim

Integrando a programação do VIVADANÇA Festival Internacional o Balé Teatro Castro Alves estreia o espetáculo “Lub Dub”, dirigido pelo coreógrafo sul-coreano Jae Duk Kim. A montagem, formada por um elenco de dez dançarinos utiliza em sua criação a percussão como tema e motivação sonora.  Coreógrafo e diretor da Modern Table Dance Company, Kim se graduou na Universidade Nacional de Artes da Coreia. O artista também atua como coreógrafo convidado da T.H.E Dance Company, em Cingapura, desde 2010, e tem a música como fio condutor do seu trabalho.

O Crivo – Goiânia

Do estado de Goiânia, vem o espetáculo O Crivo, do dançarino e coreógrafo mineiro João Paulo Gross - inspirado no conto “Primeiras Estórias”, do escritor João Guimarães Rosa.
Dois intérpretes, juntos, criam relações que só se revelam à medida em que, atravessam suas estórias, o SER-TÃO, o mundo de cada um, solitário, percebendo no recolhimento um mergulho na busca do que permanece, do que nos tornam diferentes e próprios. Dia 03/05, às 15h e às 20h, no Teatro ICBA.   

Exposição e programação Shopping da Bahia

A Exposição VIVADANÇA, realizada em parceria com o Shopping da Bahia, atrai milhares espectadores, todo ano. As fotos são de João Milet Meirelles com intervenção de Pedro Gaudenz, artista visual baiano radicado em Barcelona. O centro comercial recebe ainda no Dia Internacional da Dança, 29/04, a apresentação do grupo Insight e intervenções diversas  da programação do festival. Praça Mãe Menininha do Gantois – Shopping da Bahia - de 27/04 a 07/05.

O VIVADANÇA Festival Internacional tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. É uma realização da Baobá Produções.

A programação completa você acessa em www.festivalvivadanca.com.br