sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Pesquisadoras debatem neste sábado, a partir das 14h, o tema "Brincando com Artes e Tecnologias".


A 10ª edição do VILERÊ convida o público para o bate-papo “Brincando com artes e tecnologias”, com a participação de Beth Rangel, gestora cultural e professora da Escola de Dança da UFBA; Lynn Alves, professora da Universidade do Estado da Bahia, atua em pesquisas em jogos eletrônicos, interatividade e educação; e Karina Menezes, mãe do Ian, professora da Faculdade de Educação da UFBA e integrante do Raul Hacker Club. A conversa, aberta ao público, acontece no Teatro Vila Velha, no dia 7 de outubro, sábado, às 14h.

Para instigar o público, a produção do evento selecionou alguns trechos dos textos enviados pelas pesquisadoras. São estas abordagens que vão dar o tom do bate-papo. Imperdível!

Para Beth Rangel, “A arte como uma tecnologia educacional torna-se elemento estratégico e estruturante para a configuração de novas formas de se fazer-sentir-pensar em processos criativos e educativos com relevos sociais e culturais, atuando como atrator de campos e redes de conhecimentos.
Reconhecendo a complexidade da realidade posta e da expectativa de uma educação integral, trago a arte como tecnologia educacional, agindo como elemento “convocante”, como estratégia metodológica e como princípio organizador de um fazer/sentir/pensar do ato pedagógico.”

Lynn Alves preparou sua fala para o Vilerê baseada na ideia de que “a infância contemporânea vem sendo mediada pelas tecnologias digitais e da Web que vêm atuando na Zona de Desenvolvimento Proximal (VYGOTSKY, 1999) das crianças, criando novas formas de brincar que podem potencializar a criatividade e autoria destes sujeitos. Minha participação nessa mesa objetiva apresentar e discutir os ambientes interativos nos quais as crianças estão imersas e que através desse brincar digital vem estimulando as funções executivas destes sujeitos, mas também enfatizar a importância da mediação dos adultos nessas novas formas de brincar.”


Completando esta mesa espetacular, Karina Menezes reforça, ela mesma, o convite para este sábado, 07 de out, 14h, no Vila Velha.

“Houve um tempo em que apenas os adultos usavam as tecnologias da casa: o rádio, a televisão, o telefone... houve um tempo em que apenas as crianças traquinas mexiam nesses aparelhos, fazendo isso escondidas para não levar bronca. Agora, temos celulares e tablets por todos os lados, música, vídeos, redes sociais estão a um polegar de distância e as crianças agora ajudam os adultos e encontrar os canais na televisão. E elas fazem isso brincando! Vivemos tempos de convergência tecnológica e também convergência de gerações através das tecnologias. Observamos e criamos novos caminhos para as expressões humanas: as artes, as ciências, as educações. E diante de tudo isso, percebemos que não apenas as crianças brincam, mas os adultos também! Possibilidades muitas, desafios vários. Vamos falar sobre isso?”

Vamos :)

Pesquisadoras debatem neste sábado, a partir das 14h, o tema "Brincando com Artes e Tecnologias".


A 10ª edição do VILERÊ convida o público para o bate-papo “Brincando com artes e tecnologias”, com a participação de Beth Rangel, gestora cultural e professora da Escola de Dança da UFBA; Lynn Alves, professora da Universidade do Estado da Bahia, atua em pesquisas em jogos eletrônicos, interatividade e educação; e Karina Menezes, mãe do Ian, professora da Faculdade de Educação da UFBA e integrante do Raul Hacker Club. A conversa, aberta ao público, acontece no Teatro Vila Velha, no dia 7 de outubro, sábado, às 14h.

Para instigar o público, a produção do evento selecionou alguns trechos dos textos enviados pelas pesquisadoras. São estas abordagens que vão dar o tom do bate-papo. Imperdível!

Para Beth Rangel, “A arte como uma tecnologia educacional torna-se elemento estratégico e estruturante para a configuração de novas formas de se fazer-sentir-pensar em processos criativos e educativos com relevos sociais e culturais, atuando como atrator de campos e redes de conhecimentos.
Reconhecendo a complexidade da realidade posta e da expectativa de uma educação integral, trago a arte como tecnologia educacional, agindo como elemento “convocante”, como estratégia metodológica e como princípio organizador de um fazer/sentir/pensar do ato pedagógico.”

Lynn Alves preparou sua fala para o Vilerê baseada na ideia de que “a infância contemporânea vem sendo mediada pelas tecnologias digitais e da Web que vêm atuando na Zona de Desenvolvimento Proximal (VYGOTSKY, 1999) das crianças, criando novas formas de brincar que podem potencializar a criatividade e autoria destes sujeitos. Minha participação nessa mesa objetiva apresentar e discutir os ambientes interativos nos quais as crianças estão imersas e que através desse brincar digital vem estimulando as funções executivas destes sujeitos, mas também enfatizar a importância da mediação dos adultos nessas novas formas de brincar.”


Completando esta mesa espetacular, Karina Menezes reforça, ela mesma, o convite para este sábado, 07 de out, 14h, no Vila Velha.

“Houve um tempo em que apenas os adultos usavam as tecnologias da casa: o rádio, a televisão, o telefone... houve um tempo em que apenas as crianças traquinas mexiam nesses aparelhos, fazendo isso escondidas para não levar bronca. Agora, temos celulares e tablets por todos os lados, música, vídeos, redes sociais estão a um polegar de distância e as crianças agora ajudam os adultos e encontrar os canais na televisão. E elas fazem isso brincando! Vivemos tempos de convergência tecnológica e também convergência de gerações através das tecnologias. Observamos e criamos novos caminhos para as expressões humanas: as artes, as ciências, as educações. E diante de tudo isso, percebemos que não apenas as crianças brincam, mas os adultos também! Possibilidades muitas, desafios vários. Vamos falar sobre isso?”

Vamos :)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Pelo direito à diversidade e à liberdade de expressão, curadores e diretores de instituições culturais publicam carta




Brasil, 2 de outubro de 2017
Curadores e diretores de museus e instituições culturais brasileiras, em consonância com os princípios constitucionais de direito à diversidade, à liberdade de expressão e à prática democrática da cidadania, vêm em conjunto manifestar o mais absoluto repúdio pelas ações orquestradas contra espaços institucionais de arte, assim como a toda e qualquer tentativa de cercear, constranger, desqualificar ou proibir as legítimas atividades artísticas que se desenvolvem no Brasil, construídas responsavelmente pelas instituições culturais.

São notoriamente falsas as alegações de incitação à pedofilia e de apologia ao sexo nas obras ou nas exposições que têm sido objeto dessas ações. Porque lidam com o universo do simbólico, do imaginário e do discurso, as práticas artísticas e culturais são fundamentais para o presente e para o futuro de sociedades calcadas na diversidade, no respeito e na educação. Limitar e impedir artistas, curadores e instituições é uma clara política de retrocesso face ao processo histórico que implantou um estado democrático de direito no Brasil.

Como bem definiu Mário Pedrosa, a arte "é o exercício experimental da liberdade" e é dentro de sua prática que resistiremos a esse trágico e obscuro momento no que se refere ao respeito mútuo e à garantia da liberdade de expressão.

Adriano Pedrosa, diretor artístico do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP – São Paulo
Agnaldo Farias, curador geral do Museu Oscar Niemeyer, MON – Curitiba Ana Pato, curadora do 20 o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil – São Paulo
Ana Paula Cavalcanti Simioni, docente e pesquisadora do Instituto de Estudos Brasileiros da USP, IEB-USP – São Paulo
Ângela Mascelani, curadora do Museu Casa do Pontal – Rio de Janeiro Antônio Grassi, diretor executivo de INHOTIM, Brumadinho – Minas Gerais Áurea Vieira, gerente de relações internacionais do Sesc São Paulo – São Paulo
Beatriz Lemos, curadora do 20 o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil – São Paulo
Benjamin Seroussi, diretor executivo da Casa do Povo – São Paulo Bernardo de Souza, diretor do Museu Iberê Camargo – Porto Alegre Beth da Matta, diretora do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, MAMAM – Recife
Bitu Cassundé, curador do Museu de Arte Contemporânea do Ceará, MAC-CE – Fortaleza
Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand, presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM-RJ – Rio de Janeiro
Carlos Barmak, coordenador educativo do Museu da Casa Brasileira – São

Paulo
Carlos Gradim, diretor presidente do Instituto Odeon/Museu de Arte do Rio - MAR – Rio de Janeiro
Carlos Roberto Brandão, diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP, MAC-USP – São Paulo
Carolina Vieira, coordenadora do Programa de Formação Básica de Artes Visuais do Porto Iracema das Artes – Fortaleza
Cauê Alves, curador do Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia - MuBE – São Paulo
Clarissa Diniz, curadora do Museu de Arte do Rio, MAR – Rio de Janeiro Cláudia Saldanha, diretora do Centro Cultural Paço Imperial – Rio de Janeiro Cristina Freire, docente e curadora Museu de Arte Contemporânea da USP, MAC-USP – São Paulo
Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo – São Paulo Denise Grinspum, coordenadora da área de educação do Instituto Moreira Salles, IMS – Rio de Janeiro e São Paulo
Diego Matos, curador do 20 o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil
– São Paulo
Eliana Souza Silva, Centro de Artes da Maré – Rio de Janeiro
Emanoel Araújo, diretor curador do Museu Afro Brasil, São Paulo – São Paulo Ennio Candotti, diretor geral do Museu da Amazônia, Musa – Rio de Janeiro Evandro Salles, diretor cultural do Museu de Arte do Rio, MAR – Rio de Janeiro Fernanda Lopes, curadora assistente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM-RJ - Rio de Janeiro
Fernando Cocchiarale, curador de artes visuais do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM-RJ - Rio de Janeiro
Flávio Pinheiro, superintendente-executivo do Instituto Moreira Salles, IMS – Rio de Janeiro e São Paulo
Gabriel Bogosian, curador adjunto do Galpão Videobrasil – São Paulo
Gabriel Pérez-Barreiro, curador da 33 a Bienal de São Paulo – São Paulo Gaudêncio Fidélis, curador de Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira - Porto Alegre
Hugo Sukman, curador da nova sede do Museu da Imagem e do Som, MIS-RJ – Rio de Janeiro
Janaina Melo, gerente de educação do Museu de Arte do Rio, MAR – Rio de Janeiro
João Carlos de Figueiredo Ferraz, presidente da Fundação Bienal e do
Instituto Figueiredo Ferraz – São Paulo
João Laia, curador do 20 o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil
– São Paulo
Jorge Schwartz, diretor do Museu Lasar Segall / Ibram / MinC – São Paulo Josué Mattos, curador do Museu de Arte de Santa Catarina – Florianópolis Juliana Braga de Mattos, gerente de artes visuais do Sesc São Paulo – São Paulo
Júlio Martins, curador residente do Museu de Arte do Espírito Santo, MAES - Vitória
Justo Werlang, diretor Presidente da Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre Lenora Pedroso, diretora do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, MAC-PR – Curitiba
Lidia Goldenstein, vice-presidente da Fundação Bienal – São Paulo
Lisette Lagnado, curadora de ensino e programas públicos da Escola de Artes Visuais do Parque Lage – Rio de Janeiro
Lucas Pessôa, diretor financeiro e de operações, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, MASP – São Paulo
Luciana Guimarães, superintendente da Fundação Bienal São Paulo – São Paulo
Luiz Alberto Oliveira, curador geral do Museu do Amanhã – Rio de Janeiro Luiz Camillo Osório, curador do 35o Panorama da Arte Brasileira – Brasil por Multiplicação
Luiz Pizarro, curador de educação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM-RJ – Rio de Janeiro
Luiza Mello, Galpão Bela Maré – Rio de Janeiro
Marcello Dantas, curador Japan House – São Paulo
Marcelo Campos, curador associado do Museu de Arte do Rio - MAR e diretor do Departamento Cultural da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ – Rio de Janeiro
Marcelo Velloso, diretor do Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MACNiterói
Marcio Doctors, curador da Casa Museu Eva Klabin, CMEK – Rio de Janeiro Marisa Mokarzel, conselheira curatorial do Museu da Universidade Federal do Pará, MUFPA – Belém
Milene Chiovatto, presidente do Comitê de Educação e Ação Cultural do Conselho Internacional de Museus, CECA/ICOM
Moacir dos Anjos, pesquisador e curador da Fundação Joaquim Nabuco - FUNDAJ – Recife
Orlando Maneschy, curador etc da coleção Amazoniana de arte da UFPA – Belém
Pablo León de La Barra, curador-chefe do Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC-Niterói
Paulo Linhares, presidente do Instituto Dragão do MAR – Fortaleza
Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake – São Paulo
Priscila Arantes, diretora Artística e curadora do Paço das Artes – São Paulo Raphael Fonseca, curador do Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC-Niterói
Raquel Fernandes, diretora do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, MBRAC – Rio de Janeiro
Renan Andrade, diretor do Museu de Arte do Espírito Santo – MAES – Vitória Ricardo Ohtake, presidente do Instituto Tomie Ohtake – São Paulo
Ricardo Resende, curador do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, MBRAC – Rio de Janeiro
Solange Farkas, diretora e curadora da Associação Cultural Videobrasil |Galpão VB – São Paulo
Wagner Barja, diretor do Museu Nacional da República – Brasília
Xico Chaves, diretor do Centro de Artes Visuais - CEAVFunarte
Zivé Giudice, diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia – Salvador
Murilo Ribeiro, artista plástico, curador, diretor do Palacete das Artes
Marcio Meirelles, diretor do Teatro Vila Velha, Salvador-BA

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

“Mulheres da Permacultura” é tema de nova roda de conversa


A quinta edição do Rodas Permaculturais acontece no dia 02 de outubro e tem como tema “Mulheres da Permacultura”, com Joilma Reis Rios, pedagoga, especialista em psicopedagogia e gestão educacional e mestra em planejamento territorial – UEFS. Na permacultura, o respeito às diferenças de todos os seres é um dos princípios éticos. A discussão em torno das mulheres é, então, fundamental, pois em meio a um sistema excludente e preconceituoso, os princípios permaculturais fazem emergir e reverberar estratégias de respeito e a valorização do ser Mulher. Desta forma, o projeto "Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação!" colaborou na disseminação de uma mudança cultural que respeite a natureza e fortaleça a organização das mulheres no semiárido baiano.

Joilma Rios coordenou o projeto "Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação!" no município de Várzea da Roça/Ba, de 2013 a 2015, que teve como foco principal fortalecer os grupos produtivos de mulheres do campo com base na agroecologia, na economia solidária e no feminismo, e construiu ao longo de 2 anos, a rede de Mulheres do Jacuípe. 

O Rodas Permaculturais de Conversa é co-realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia e a Toca Ambiental em parceria com o Teatro Vila Velha e a Rede Moinho - Cooperativa de Comércio Justo e Solidário

Serviço: Rodas Permaculturais de Conversa
Palestrante: Joilma Rios, Especialista em Psicopedagogia e Gestão Educacional Mestra em Planejamento Territorial – UEFS
Data: 02 de outubro de 2017
Horário: das 19h às 21h
Local: Cabaré dos Novos - Teatro Vila Velha
Valor: pague quanto quiser

Sobre a palestrate
Joilma Reis Rios, Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia e Gestão Educacional Mestra em Planejamento Territorial – UEFS. É vereadora pelo Partido dos Trabalhadores no município de Várzea da Roça pelo e associada ao Instituto de Permacultura da Bahia.

Lia Cunha e Pirombeira são indicados ao Grammy Latino



Mais um motivo para comemorar! Depois de festejar a vitória da nossa atriz Valdineia Soriano, do Bando de Teatro Olodum, no Festival de Brasília, recebemos a notícia de que o grupo Pirombeira foi indicado a nada menos que o Grammy Latino na categoria de melhor projeto gráfico de álbum, assinado pela artista visual Lia Cunha.

Lia é parceira do Vila em diversas ocasiões e projetos: assinou a arte gráfica de "Jango: Uma Tragedya", peça que celebrou os 50 anos do nosso teatro, em 2014, é integrante do Tropical Selvagem, grupo parceiro do teatro, e uma das fundadoras do projeto LARGO, de música expandida, que ocupou o Vila mensalmente no último ano.

Com o Pirombeira a relação não é diferente. O grupo escolheu o palco do Vila para realizar o show de lançamento do disco, em abril deste ano, apresentação que rendeu ao coletivo o Prêmio Caymmi 2017 de melhor show. Além disso, um dos membros do grupo, Ian Cardoso, é colaborador da universidade LIVRE e assinou a direção musical dos espetáculos "Auto da Barca de Camiri", "A Besta" e "Romeu & Julieta".

Valdineia Soriano ganha Prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília


O Vila está em festa! A atriz Valdinéia Soriano, do Bando de Teatro Olodum, recebeu o Prêmio de melhor atriz no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2017 (mostra competitiva) pelo trabalho no longa "Café com Canela", da Rozsa Filmes, com direção de Glenda Nicácio e Ary Rosa. A obra foi vencedora também das categorias melhor roteiro (Ary Rosa Duarte) e melhor filme. 

Valdineia é uma das atrizes que integram o Bando desde a sua fundação, em 1990, e já esteve presente em dezenas de montagens, entre "Essa é a nossa Praia","Cabaré da RRRRRaça", "Zumbi" e "Bença", dirigidas por Marcio Meirelles, "Áfricas", dirigida por Chica Carelli, e "ERÊ", dirigida por Fernanda Julia e Zebrinha, trabalho que celebrou os 25 anos do grupo, em 2015. No cinema, Val já atuou no longa "Ó Paí, Ó"!", dirigido por Monique Gardenberg, em "Tim Maia", filme dirigido por Mauro Lima, além de nas séries de TV "Ó Paí, Ó!" e "Mr. Brau", da Rede Globo. Além da sua força no palco, Val tem papel importante, diariamente, na produção e coordenação do Bando e foi também responsável pela direção da remontagem de "Relato de uma guerra que (não) acabou", que estreou em 2014, no Vila, tendo no elenco atores em formação da Oficina de Performance Negra. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Celso Junior comemora 30 anos de carreira com espetáculo inédito

'A persistência das últimas coisas' estreia no final de setembro no Teatro Vila Velha

 




Quando um diretor e ator completa 30 anos de carreira o que há de melhor a se fazer para celebrar esse momento senão montar um espetáculo? Celso Junior, que há três décadas subia pela primeira vez profissionalmente em um palco, comemora o momento dirigindo o espetáculo 'A persistência das últimas coisas', que entra em cartaz no Teatro Vila Velha a partir de 28 de setembro.

A peça é uma versão brasileira para um texto argentino do autor Juan Ignacio Crespo e tem no elenco o vencedor do Prêmio Braskem 2017 de Melhor Ator, Igor Epifânio, além dos atores Vinicius Bustani e Paula Lice. "Assisti à montagem original, no pequeno Teatro Vera Vera, em Buenos Aires, em 2014, sob a direção do próprio Juan e fiquei bastante entusiasmado com o texto", lembra Celso.

Ele conta que assim que chegou ao hotel na capital da Argentina, entrou em contato com Juan pedindo para usar o texto no repertório de estudos sobre dramaturgia contemporânea. Foi aí que surgiu o desejo de montar.  "Assim que li a peça em espanhol, comecei a pensar numa possível montagem brasileira", afirma.

A história

'A persistência das últimas coisas' estreou em Buenos Aires em 2014 e traz para a cena os conflitos de Federico, vivido por Vinicius Bustani, um rapaz inconformado com término de seu namoro com outro rapaz, interpretado por Igor Epifânio. Além disso, Federico tem uma amiga e confidente que o ajuda a recompor um painel de emoções, que é vivida por Paula Lice. "Lembranças, criações da imaginação e abandono se alinham para criar um retrato fragmentado e não-linear da vida afetiva desse jovem contemporâneo e urbano", explica Celso.

A peça é centrada em Federico, que está abalado pelo fim de um  relacionamento, mas continua obcecado pelo ex-namorado a ponto de contratar um detetive particular para o investigar. O ex surge, então, como uma representação da memória e fruto da imaginação dele. Já a amiga é uma confidente e também uma espécie de consciência expandida da personagem principal.

"'A persistência das últimas coisas' tem uma poética e temática interessantes, trata de assuntos absolutamente universais como o amor e a sua perda", aponta o diretor. "Me interessa também a tomada de consciência da personagem que percebe que o fracasso amoroso é uma representação da sua mortalidade: terminar um relacionamento é morrer um pouco, é se aproximar do fim", completa.

O diretor


Celso conta que, apesar de já ter escrito alguns textos para teatro, nunca chegou a colocá-los em cena. "Num certo sentido, como encenador e intérprete, me sinto impulsionado a oferecer textos desconhecidos de autores inéditos ou consagrados", diz. Em 30 anos, adaptou clássicos como 'Médico a pulso', de Molière, 1999, 'Desgraças de uma criança', de Martins Pena, 2007, 'Sonho de uma noite de verão', de William Shakespeare, 2016, e 'Preciosas ridículas', também de Molière, em 2009. Também montou textos inéditos de sucesso como 'Quem matou Maria Helena?' e 'Jingobel', de Claudio Simões e 'O cego e o louco', de Cláudia Barral. "Me sinto compelido a apresentar ao público autores desconhecidos, textos instigantes que me atraem por sua qualidade poética ou pela temática que eles abordam", completa.

'A persistência das últimas coisas' fica em cartaz entre os dias 28 de setembro e 8 de outubro, sempre de quinta-feira a domingo. De quinta a sábado às 20h e aos domingos às 19h, no Teatro Vila Velha, no Passeio Público. Os ingressos custam  R$ 20 (inteira) /R$10 (meia) e podem ser comprados antecipadamente até dia 27 de setembro através do link: www.ingressorapido.com.br/compra/?id=59189#!/tickets. Nos dias de espetáculo, o valor do ingresso será R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). A peça é indicada para maiores de 18 anos.

SERVIÇO
O quê: espetáculo teatral: A persistência das últimas coisas
Onde: Teatro Vila Velha
Quando: de 28 de setembro a 8 de outubro, quinta a domingo
Horários: quinta a sábado: 20h / domingo – 19h
Quanto: R$ 20/R$ 10, nas compras até 27 de setembro
                  R$ 30/R$ 15, nos dias de espetáculo
Duração: 70 min
Classificação etária: 18 anos

FICHA TÉCNICA
Texto: Juan Ignacio Crespo
Tradução: Celso Jr.
Elenco: Igor Epifânio, Paula Lice e Vinícius Bustani
Cenografia: Rodrigo Frota e Erick Saboya
Figurinos: George Vladimir
Iluminação: João Sanches
Sonoplastia: Celso Jr.
Mediação: Isabela Silveira
Assessoria de comunicação: Daniel Silveira
Produção e direção: Celso Jr.

Grupo Domo, de Brasília, realiza curta temporada em Salvador

Espetáculo teatral “Manhã” pode ser conferido de 22 a 24 de setembro no Teatro Vila Velha

 
Após uma trajetória de sucesso, chega a Salvador o espetáculo teatral Manhã, do Grupo Domo, de Brasília. A montagem, que se apresenta nos dias 22, 23 e 24 de setembro (sexta e sábado, 20h, e domingo, 19h) propõe uma viagem poética, sensorial e envolvente, para falar sobre as relações humanas e, ao mesmo tempo, lembrar que amor é sempre amor, independente de credo, sexo e tradição.

O conflito entre o mundo como aspiramos e como na realidade ele se apresenta, dá o tom maior do enredo, construído a partir da relação entre dois homens, que se amam e procuram, em um momento crise, compreender-se para reencontrar um vínculo mais duradouro e verdadeiro. A peça se passa durante apenas uma noite na vida desses amantes, uma madrugada repleta de surpresas e decisões até o amanhecer, que traz a luz renovada, a claridade e a possibilidade de se fazer e ser o novo. A relação homoafetiva faz o pano de fundo da trama, mas os temas abordados são universais.

Com texto de André Garcia, a montagem do espetáculo “Manhã” envolveu um ano de trabalho contínuo, em um processo aprofundado de pesquisa e criação. A encenação tem como proposta revelar em cena os aspectos objetivos e subjetivos dos personagens para compor atmosferas variadas, emocionais e simbólicas. Os dois atores principais são auxiliados por dois atores “sombras”, duas figuras vestidas de branco, que movimentam a estrutura cenográfica e os objetos de cena - ou até os próprios atores -, participando como “motores” de toda a encenação. Esses atores são uma releitura da figura do “kôken”, do teatro Noh japonês, além de se tornarem personagens “curinga” ao longo do espetáculo.

Tendo sido contemplado com o Prêmio FUNARTE Mirian Muniz em 2012, o espetáculo já passou pelas capitais Porto Alegre, Belo Horizonte, São Paulo, além de Brasília. O espetáculo também foi selecionado para os festivais nacionais de teatro de Taubaté e Araçatuba, no interior de São Paulo, recendo cinco indicações a prêmios. Desta vez, o espetáculo vem a Salvador patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, que incentiva a divulgação dos artistas de Brasília no cenário nacional. Além de Salvador, esta turnê ainda inclui as cidades de Belém, Rio de Janeiro e Florianópolis.

Acessibilidade

Além de disponibilizar programas em braile, o espetáculo ainda promove a acessibilidade de portadores de necessidades especiais oferecendo aparelhos de audiodescrição para deficientes visuais, durante as sessões e uma visita guiada ao cenário, 30 minutos antes do espetáculo. Para reservar o aparelho ou agendar a visita guiada, basta entrar em contato com a produção do espetáculo, através do e-mail: contato@grupodomo.art.br

Sobre o Grupo Domo

O Grupo Domo, fundado em abril de 1994 pelo ator e diretor André Garcia, vem contribuindo com a cena teatral brasiliense, desenvolvendo uma linha de pesquisa própria, baseada em um teatro autoral e reflexivo, sempre aberto à experimentação, com enfoque no constante aperfeiçoamento do trabalho físico, sensível e vocal do ator. O aspecto autoral realiza-se pela montagem de textos inéditos, escritos pelos integrantes, conferindo atualidade a cada montagem, o que permite o diálogo com o contexto estético, social e histórico contemporâneo. O viés reflexivo do grupo nasce da concepção do teatro como uma arte vasta, múltipla e comunicativa, capaz de pôr em foco aspectos de nossa condição social e humana, levando-nos a outros espectros de percepção de nós mesmos. André Garcia tem em seu currículo as performances O Grito (1995), O Grande Dormitório (1998), As Lavadeiras (2000), Dos Anjos e de Todos Nós (2003) e O Julgamento (2008).

Serviço

“Manhã”- espetáculo teatral Grupo Domo
Data: 22 a 24 de setembro
Horário: sexta e sábado às 20 horas e domingo às 19hs.
Local: Teatro Vila Velha
Ingressos: R$20,00 (inteira)

Classificação Indicativa: 16 anos.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

10ª edição do Festival VILERÊ tem como temas arte e tecnologia




Com programação voltada para crianças e jovens, evento ocupa o Teatro Vila Velha e o Passeio Público entre 23 de setembro e 12 de outubro, com teatro, música, jogos, oficinas, bate-papos e exposições

 Espetáculo "ES.CA.PE 3.0", que mistura games e teatro, é uma das atrações




Entre os dias 23 de setembro e 12 de outubro, o Teatro Vila Velha realiza a 10ª edição do VILERÊ, festival para crianças e jovens que em 2017 traz como tema “Brincando com artes e tecnologias”. Na programação, que ocupa o Teatro Vila Velha e também o Passeio Público, estão espetáculos de teatro, apresentações musicais, além de bate-papos, oficinas e exposições. 


"O festival coloca a criança e o jovem no centro da sua proposta, não somente como público, mas como agente de reflexão e transformação do espaço urbano e social que o cerca, resgatando nesse universo lúdico e criativo o fazer coletivo tão próprio ao fazer teatral”, reflete a diretora teatral Chica Carelli, que coordena e assina a curadoria do VILERÊ ao lado da diretora e arte-educadora Débora Landim e do dramaturgo e game designer Victor Cayres.


A abertura do festival acontece no sábado, 23 de setembro, às 16h, com o projeto NEOJIBA - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, através do Núcleo Liberdade, que oferece ao Teatro Vila Velha o concerto “Bem vindos à Orquestra!!!”. Com músicas que vão do repertório popular brasileiro até Beethoven, a orquestra formada por crianças e jovens de 6 a 20 anos de um dos mais tradicionais bairros de Salvador, apresenta o mundo orquestral de forma interativa e bem-humorada, dialogando com a proposta de todo o festival VILERÊ: provocar diversão e interatividade.


A programação segue com um panorama de espetáculos de coletivos artísticos baianos produzidos especialmente para o público infanto-juvenil: “Pindorama, Antes de Chamar Brasil” (24/9, 16h), da Aldeia Coletivo Cênico; “Caderno de Rimas do João e Sem Rimas da Maria” (30/9, 11h), montagem em processo da Companhia Novos Novos; Sobre o Menino Que Queria Voar” (30/9, 16h), peça da Lucai Artes Integradas; “Sancho Pança – O fiel escudeiro” (1/10, 16h), da Tropa Trupe de Natal (RN); “De Sol, de Céu e de Lua” (8/10, 11h), espetáculo do Teca Teatro e Baú Produções voltado para bebês a partir de 6 meses; “ES:CA:PE 3.0” (7/10, 16h, e 8/10, 15h30), produção da ERA Game Studio e da Bêabá Produção e Marketing que mistura teatro, jogos e tecnologia; e “O Cordel de Maria Cin-DRAG-Rela” (12/10, 11h), montagem dos grupos Teca Teatro e Haus of Gloom.

“O Cordel de Maria Cin-DRAG-Rela” integra a programação de peças


A 10ª edição do VILERÊ convida o público para o bate-papo “Brincando com artes e tecnologias”, com a participação de Nelson Pretto, ativista, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia com pesquisa em internet, educação e cibercultura; Beth Rangel, gestora cultural e professora da Escola de Dança da UFBA; e Lynn Alves, professora da Universidade do Estado da Bahia que atua em pesquisas em jogos eletrônicos, interatividade e educação. A conversa, aberta ao público, acontece no Teatro Vila Velha, no dia 7 de outubro, sábado, às 14h.



O Passeio Público e o Teatro Vila Velha recebem duas exposições interativas, que permanecem abertas nos finais de semana, antes dos espetáculos do VILERÊ. Na área externa, pneus, elásticos e materiais reciclados são utilizados para construir grandes brinquedos, possibilitando o resgate do Passeio Público como um espaço de convivência e diversão coletiva. Já no foyer do teatro, a exposição tem como tema os cinco sentidos, que são estimulados a partir de diferentes experiências. As exposições são realizadas em parceria com o Centro Técnico do Teatro Castro Alves.



Diversas oficinas acontecem abordando conexões entre as linguagens artísticas, a tecnologia e a cidade. São elas: "Teatro, Câmera, Ação!", com Débora Landim, voltada para crianças de 5 a 12 anos;Oficina Musas de Grafitti Art com Bigod para crianças a cima de 8 anos; "Nossos Mundos no Minecraft", com Leandro Correia, com turmas para crianças de 6 a 9 e adolescentes de 10 a 14; "Circo em Família", com Luana Serrat, para crianças a partir de 5 anos junto às famílias; "Dança, brincadeira, brinquedos e tecnologia", com Janahina Cavalcante, para crianças de 7 a 12 anos; e "Práticas Gamificadas para a infância", com Victor Cayres e Marcelle Minho, para jovens a partir de 16 anos e adultos. As datas, horários e  valores estão disponíveis nos site www.teatrovilavelha.com.br.

Show "Rock in Family" embala o VILERÊ EM FESTA, que encerra a programação



Para encerrar o festival, acontece no dia 12 de outubro, data em que se comemora o Dia das Crianças, o VILERÊ EM FESTA, que homenageia o professor e jornalista Adroaldo Ribeiro Costa, fundador da instituição cultural Hora da Criança. Na data, acontece a Mostra das Oficinas, contação de histórias promovida pela editora Caramurê e show de encerramento com o espetáculo cênico musical Rock Family, com repertório que reúne de clássicos do rock’n’roll nacional e internacional .





PROGRAMAÇÃO COMPLETA:



Bem vindos à Orquestra!!!

NEOJIBA Liberdade

23/09 // sábado // 16h

classificação indicativa: livre

valor do ingresso: R$ 30 e R$ 15

duração: 1h



O Núcleo Liberdade do NEOJIBA apresenta suas boas vindas às crianças e suas famílias ao mundo fantástico da orquestra. Com músicas que vão do repertório popular brasileiro até Beethoven, a orquestra formada por crianças e jovens de um dos mais tradicionais bairros de Salvador apresenta o mundo orquestral de forma interativa e bem-humorada. Com crianças a partir de 6 até jovens de 20 anos, o Núcleo Liberdade iniciou suas atividades em 2016 oferecendo à comunidade do bairro aulas de iniciação musical e canto coral. Hoje conta com formações musicais próprias e mais de 60 integrantes que se dividem em violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, flautas doce, e outros instrumentos de sopro, além da percussão. Para o VILERÊ, festival do Teatro Vila Velha, a Orquestra NEOJIBA Liberdade preparou um concerto onde leva a orquestra para perto das pessoas, fazendo lembrar as filosofias do programa: “Aprende quem ensina” onde os integrantes são orientados a multiplicar o conhecimento para toda a comunidade; e “Lugar de plateia é no palco” que busca trazer a orquestra cada vez mais perto do público e vice-versa. O NEOJIBA é uma ação da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) do Governo do Estado da Bahia, que conta com 12 Núcleos na capital e no interior do Estado, entre eles o Núcleo Liberdade.

Pindorama, Antes de Chamar Brasil

Aldeia Coletivo Cênico

24 de setembro | domingo | 16h

duração: 45min

classificação indicativa: LIVRE

valor de ingresso: R$ 30 e R$ 15


Pindorama vem de Pindó-rama que significa “terra, lugar ou região das palmeiras”. Para algumas tribos tupis, Pindorama é uma terra encantada, livre dos males. Durante as antigas migrações, foram formadas diversas tribos nessa região, até à “Invasão de Pindorama”, também conhecida como “descoberta do Brasil”. A peça expõe a formação da identidade do povo brasileiro com base na matriz cultural dos povos indígenas, utilizando como ferramenta lendas e contos que compõem o imaginário mítico dos

povos desta terra.



Caderno de Rimas do João e Sem Rimas da Maria

Trabalho em processo da Cia Novos Novos

30 de setembro // sábado// 11h

pague quanto quiser
duração: 1h
classificação: livre



"Caderno de rimas" é o resultado de um processo criativo que consistiu na leitura, adaptação para texto de teatro e montagem cênica do livro infantil “Caderno de Rimas de João”, escrito pelo ator baiano Lázaro Ramos e publicado em 2015 pela Pallas Editora, e do texto inédito “Caderno de rimas da Maria sem rimas”, do mesmo autor. O livro de poemas surgiu da necessidade de Lázaro Ramos de explicar ao seu filho, na época com 4 anos, alguns conceitos com os quais é necessário lidar, não só durante a infância, mas por toda a vida; como amor, saudade, pai, mãe, morte, etc. Desse modo, como em um dicionário, as palavras se organizam em verbetes através dos quais as explicações são escritas em verso para o público infantil. Já o segundo livro, ainda não publicado, tem como motivação a criação de um texto sem rimas para a sua segunda filha, partindo do princípio de que ela não precisa trilhar os mesmos passos do irmão. A escrita em prosa funciona, portanto, como diferencial em relação ao livro anterior, de teor mais lírico. A peça busca traduzir para a linguagem cênica o lirismo e a ludicidade do texto de Lázaro Ramos relido pelo elenco de crianças e jovens da Companhia Novos Novos sob a encenação de Débora Landim.



Sobre o Menino Que Queria Voar

Lucai – Artes Integradas

30 de setembro | sábado |16h

duração: 45min

classificação: LIVRE

Valor do ingresso: R$ 30 (inteira) R$ 15 (meia)



Pedro tinha uma vida comum. Rapaz honesto e trabalhador acordava todos os dias junto com o sol, tomava o seu café e saía para o trabalho em sua bicicleta. Seus dias eram totalmente iguais. Até que um dia o inédito o visita. Não que ele tenha permitido, mas é que se trata de uma questão de sobrevivência: ou Pedro se reinventa, ou deixará de existir. Pedro se reencontra consigo mesmo enquanto ainda era um adolescente cheio de sonhos e coragem. Isto daria a Pedro a chance de pensar em tudo o que está fazendo da sua vida e tudo aquilo que deixou para trás. Texto de Larissa Raton e direção de Fábio Borba.



Sancho Pança – O fiel escudeiro

Tropa Trupe

1/10 | domingo | 16h

duração: 50 min

classificação indicativa:  Livre

valor do ingresso: R$ 30 e R$ 15


Internado em um manicômio por jurar ser o fiel escudeiro de Dom Quixote, o palhaço
Piruá se coloca na pele e alma de Sancho Pança na esperança de reencontrar de o valente cavaleiro de La Mancha. Porque os heróis de hoje estão atrasados com as causas que defendem. Voltam os heróis de sempre. Voltam Sancho Pança e Dom Quixote, sim, nessa ordem. Que ladram os cães do poder e o sistema prepare seus moinhos midiáticos.


De Sol, de Céu e de Lua
Teca Teatro e Baú produções

8/10 // domingo  // 11h

Valor do ingresso: R$ 30 e R$ 15

Duração: 40min
Classificação indicativa: para bebês e crianças a partir de 6 meses

Local: Cabaré dos Novos



De sol, de céu e de lua segue firmemente o gênero lírico que, ao se encontrar com o dramático, está impregnado de nonsense,utilizado como importante recurso na desconstrução do discurso articulado, ampliando as possibilidades de leitura tanto para os espectadores da primeiríssima infância, quanto para os adultos configurando-se num espetáculo para toda a família.



ES:CA:PE 3.0 | Vilerê

ERA Game Studio e Bêabá Produção e Marketing

7 e 8 de outubro // sábado 16h e domingo 15:30h

valor do ingresso: R$ 30 e 15

classificação indicativa: 11 anos
duração aprox.: 90 min



Thomas e Alissa se deparam em uma sala misteriosa e com suas memórias confusas. Trata-se de um experimento da empresa Motriz, entretanto as memórias do passado de cada um continuam incertas. Não sabem sequer se foram parar ali por vontade própria. A história é aos poucos revelada de acordo com as ações tomadas pelo público que tem como objetivo libertar os personagens da sala. De maneira intrigante, os personagens recebem os comandos da equipe. Para descobrir o desfecho da história, os jogadores precisam ser rápidos. Eles têm 20 minutos para conseguir avançar para a próxima etapa e só assim mais da história é revelado. O espetáculo é dividido em 3 fases. Direção: Ana Antar.



Bate-papo: brincando com artes e tecnologias

com Nelson Preto, Beth Rangel e Lynn Alves
7 de outubro // sábado // 14h
Cabaré dos Novos



O Cordel de Maria Cin-DRAG-Rela
Teca Teatro e Haus of Gloom

12/10 //quinta-feira // 11h

classificação indicativa: a partir de 7 anos

duração: 60min

valor do ingresso: R$ 30 e 15



Maria Cindragrela vive no interior do nordeste. Na sua casa vieram morar sua madrasta (Germana) com duas filhas do seu primeiro casamento: Anastácia e Griselda. O pai de Cindragrela morreu logo depois do casório e Cindragrela tornou-se escrava do lar. Ela tem três amigos bichos: O calango Tião, a galinha Januária e a cabrita Açucena, com quem divide suas tristezas e sonhos. Tudo muda, porém, quando o filho do Coronel Moura - o Coronelzinho – volta de sua vida de viajante aventureiro (muito a contragosto) para a casa do pai que quer lhe obrigar a tomar conta dos negócios, que case com uma moça da redondeza e que lhe dê netos. Para tanto, lhe organizou um forró no dia de sua chegada. Cindragrela não conseguiu terminar seus afazeres diários a tempo de arrumar sua roupa pra ir ao forró, mas ela contou com uma ajuda mágica: a Drag Madrinha, que a ajudou a chegar no forró e encantar o Coronelzinho, mas somente até meia-noite quando...



VILERÊ EM FESTA

Homenagem a Adroaldo Ribeiro Costa, mostra das oficinas, contação de histórias e show de encerramento com ROCK FAMILY

12/10 // quinta // 15h

classificação: LIVRE

duração: 1h30

valor do ingresso: R$ 30 e 15



o Vilerê em Festa encerrando o festival,  com uma homenagem a Adroaldo Ribeiro Costa ,  apresentação da Mostra das Oficinas, contação de histórias com a editora Caramurê e show de encerramento com o espetáculo cênico musical ROCK FAMILY. O espetáculo é composto de blocos temáticos contrastantes entremeados por cenas curtas pautadas pelo humor (às vezes ácido) e cujo repertório rock'n'roll cobre quase 50 anos (desde os Beatles dos anos 60, e se demorando um pouco mais no Rock Brasil dos anos 80 e 90, chegando ao Indie de Tulipa Ruiz). A Banda Discoteca é a primeira incursão francamente musical do Grupo Teca Teatro, que em mais de uma década dedicada ao público infantojuvenil (desde bebês), traz além do casal que dirige artisticamente o grupo/banda, a sua filha Zizi Comin, que com 7 anos fez sua estreia profissional, neste espetáculo concebido com muito amor para contemplar os mais diversos arranjos familiares. Em "Rock in Family" as crianças se divertem com o astral do repertório e com a interação das atrizes-ator/cantores. Já os pais se divertem duplamente por estarem com suas crias curtindo um ambiente musical tão seu.

OFICINAS
NOSSOS MUNDOS NO MINECRAFT
Facilitador: Leandro Correia
Turma 1: 30 de setembro e domingo dia 1 de outubro das 9h às10:30h
Faixa etária : 6 a 9 anos

Turma 2: Sábado 30 de setembro e domingo dia 1 de outubro
das 11h às 12:30h
Faixa etária : 10 a 14 anos
Pré-requisito: trazer notebook ou tablete com o jogo instalado

Na oficina Nossos Mundos no Minecraft teremos a oportunidade de (re)criar os espaços mais bonitos da nossa cidade, como o Passeio Público, o Mercado Modelo e o Farol da Barra, ou ainda, de criar nossos próprios mundos.através do Minecraft.
Resumo Curriculo
Bacharel em Sistemas de Informação e Especialista em Sistemas Distribuídos pela UCSal, pesquisador do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Comunidades Virtuais da UNEB. Estuda a relação entre os jogos digitais (em particular o Minecraft) e os processos de aprendizagem.
  

PRÁTICAS GAMIFICADAS PARA A INFÂNCIA
Facilitadores: Victor Cayres e Marcelle Minho

Dia 30 de setembro( sábado) e dia 07 de outubro( sábado) das 9h às 12h
Valores: 120,00 (primeiro lote), 150,00 (segundo lote)
Público alvo: artistas, profissionais da educação (professores pedagogos,designers instrucionais), profissionais da saúde (pediatras, nutricionistas, fisioterapeutas), jovens e adultos em geral interessados no tema (a partir de 16 anos).

Gamificação é o processo de tornar jogável uma atividade que a princípio não é lúdica. Estratégias de gamificação ou ambientes gamificados podem se utilizados para estimular ou desestimular comportamentos; para engajar um determinado público em uma atividade inicialmente pouco estimulante; ou ainda, para tornar o quotidiano mais divertido. Nesta oficina vamos discutir abordagens sobre gamificação, trazendo pontos de vista de defensores e críticos, e propor um exercício de concepção de prática gamificada voltada para o público infanto-juvenil.

Marcelle Minho
Graduada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, 1998, UCSAL-Salvador. Especialista em Educação e Tecnologias Digitais com ênfase em Design Educacional, 2002, Senai-Ba. Mestre em Educação e Contemporaneidade, UNEB-BA. Atualmente é coordenadora educacional no ITED -  Núcleo de Inovação e Tecnologias Educacionais do Senai-Ba. Desempenha suas atividades correlacionando os processos de comunicação, educação e tecnologias digitais aplicadas a educação. Atua projetando ambientes educacionais realizando atividades de consultoria, planejamento, criação e gestão de projetos. Atualmente vem pesquisando o tema gamificação e suas aplicações para espaços de aprendizagem. Realiza desde de 2013 Oficinas de Gamificação visando capacitar docentes na criação de estratégias educacionais gamificadas.


Victor Cayres
Victor Cayres atua em pesquisa e desenvolvimento de jogos digitais desde 2008, é doutor em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Brasil, com estágio doutoral no Centre de Recherche sur les médiations, Université de Lorraine, França. Trabalhou como consultor em game design no projeto Educação Livre (Unesco, 2016), como pesquisador e roteirista nos jogos Cosmopolitan Egito e Liderança Feminina (Sinergia Games, 2015), como consultor dramatúrgico e pesquisador no Gamebook: Guardiões da Floresta (Uneb, 2015).   No projeto transmídia Miúda e o guarda-chuva, trabalhou como roteirista e co-diretor do longa-metragem (em fase de finalização), como roteirista no projeto de série para TV (2010), como dramaturgo e diretor da peça de teatro (2009). Tem diversas publicações em livros, revistas e eventos na área de games (Kinephanos, 2015; Repertório, 2014; Passages de Paris, 2014; Challenges, 2009, Sbgames, 2008, 2009, 2010, 2011,2012, 2015, 2016); além de ter atuado na comissão científica ou comitê de avaliação de trabalhos acadêmicos em revistas e eventos (Entertainment Computing,2016; SBGames, 2016; SJEEC, 2015,2017; STAES, 2015, Caminhos do Cinema Português, 2015).


DANÇA, BRINCADEIRA, BRINQUEDOS E TECNOLOGIA
Facilitadora:
Janahina Cavalcante
turma 1 : domingo dia 01 de outubro das 10h às 11h;30h
turma 2 : domingo dia 08 de outubro das 10h às 11h;30h
faixa etária:7 a 12 anos

A oficina Dança, Brincadeiras, Brinquedos e Tecnologia tem o intuito possibilitar um trabalho de corpo e o movimento, a partir das brincadeiras, e brinquedos tradicionais para o desenvolvimento de processos de criação individuais e coletivos em dança. A tecnologia entra nesse processo para registros feitos pelas crianças em audiovisual. Uma prática em dança que busca contribuir para formação e a construção de conhecimento.



Janahina Cavalcante, professora e bailarina graduada em Licenciatura em Dança da UFBA –Ba, e curso de Especialização em Estudos Contemporâneos em Dança também pela UFBA. Atualmente graduanda do Curso de Pedagogia da UFBA. Iniciou seus estudos em dança em 1987, na Academia de Ballet Goretti Quintela em Fortaleza-Ce na qual dançou por vários anos como primeira bailarina também fez Curso Capacitação de Bailarino da primeira turma do Colégio de Dança do Ceará, sob direção de Flávio Sampaio realizado pelo Instituto Dragão do Mar. Em Fortaleza-Ce participou de três Bienais de Dança no Ceará. Em 2002 esteve em Salvador no I Ateliê de Coreógrafos Brasileiro em Salvador-Ba, como interprete no espetáculo “Memórias em Desalinho” (karin Virginia). Em 2004 mudou-se para Salvador e passou a integrar o elenco da Cia. Viladança, grupo residente do Teatro Vila Velha em Salvador - Ba, onde dançou vários  espetáculos dentre eles: José Ulisses da Silva, o musical infanto-juvenil Da ponta da língua à ponta do pé sob direção de Cristina Castro, trabalhos que fizeram parte do projeto Palco Giratório do Sesc-Senac em 2006. Participou de vários eventos dentre eles o II Festival Danza en la Ciudad Bogotá al encuentro del movimiento – Colômbia; IX edição / Etapa Ceará & Maranhão Festival do Teatro Brasileiro Cena Baiana no Ceará – Ce; VII Edição / Etapa Pernambuco Festival do Teatro Brasileiro cena Baiana. Desde então teve a oportunidade de participar de outros trabalhos em Salvador no espetáculo Em Breve (Jorge Silva) e Exilados de Capela e Poesia de um Corpo (Anderson Rodrigo). Fez parte do Grupo RADAR 1 – Grupo de Improvisação em Dança. Atuou como assistente de produção do espetáculo “SAFO” grupo CoMteMpu’s; Desde da primeira edição faz parte da coordenação da Mostra Casa Aberta, projeto que integra a programação do VIVADANÇA- Festival Internacional do Núcleo Viliadança e também como professora no Projeto de Oficinas de Dança para Crianças. Atualmente Coordenadora Pedagógica do Curso de Educação Profissional Técnico Nível Médio em Dança da Escola de Dança da FUNCEB.

OFICINA CIRCO EM FAMÍLIA
Facilitadora: Luana Tamaoki Serrat

domingo dia 01/10
das 10:30h às 12h
para crianças a partir de 5 anos acompanhada de um parente.

Vivência onde pais e filhos experimentam brincadeiras e exercícios corporais ligados ao universo circense a partir de um encontro divertido, onde a família explora sentidos e sensações menos explorados no dia a dia, criando um espaço criativo de descobertas coletiva das artes circenses.

Luana Tamaoki Serrat
Luana estreou no picadeiro aos dois meses. Seus pais Anselmo Serrat e Verônica Tamaoki fundaram a Escola Picolino. Em 2000 junto a Cia Picolino, Luana esteve na Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suiça, Dinamarca e Áustria, participando do O Circo das Mil Faces. Em 2007 Luana se forma em artes cênicas na UFBA. Ainda em 2007 funda a “Fulanas Cia de Circo, é contemplada com o prêmio Carequinha -FUNARTE.Em 2008 participa do quadro “Circo do Faustão” onde ganha a competição circense ao lado do ator Cássio Reis.  Em 2011 monta a Cia Luana Serrat e dirige o espetáculo “Moças Aéreas”, e participa em 2014 do festival internacional de circo - RJ. Luana Serrat ainda em 2014 ganha o reconhecido prêmio Bunge, na categoria juventude, por todas as suas realizações. Em 2015 faz a assistência de direção da Paixão de Cristo (direção Paulo Dourado) . 2016 funda o coletivo baiano de circo e realiza o projeto espaço cultural itinerante em Salvador e realiza uma Residência Artística, com o Grupo Ares-SP. Em 2017 participa do X festival internacional de Circo do SESC em São Paulo.